Ser síndico requer muito jogo de cintura, principalmente para a gestão de áreas comuns do condomínio. Essa função exige parcimônia e organização para assegurar que o bem-estar coletivo prevaleça sobre desejos individuais. Viver em comunidade não é simples, já que é natural que as pessoas tenham condutas e opiniões diferentes.

Por isso, fica difícil manter um ambiente harmonioso com base somente na boa vontade de todos. Dessa forma, as regras se fazem indispensáveis. A melhor maneira de assegurar a boa convivência é disponibilizar espaços de qualidade aos moradores, entender suas demandas e possíveis pontos de conflito.

Pensando nisso, este post trará quatro dicas valiosas para você aperfeiçoar a gestão de áreas comuns do condomínio. Confira!

1. Priorize as decisões coletivas

O primeiro passo é verificar se existem as regras de utilização das áreas comuns no regimento interno e/ou convenção coletiva. Caso contrário, será necessário defini-las em assembleia, por maioria de votos e com registro em ata.

Os itens que comumente geram desavenças não podem ser esquecidos: acesso e uso da piscina, da quadra esportiva, dos salões de jogos e de festas, do espaço kids, a circulação de animais de estimação, a inadimplência, o uso da garagem e a criação de fundo de reserva.

Além disso, é importante determinar penalidades para infrações, como a suspensão do direito ao uso ou a aplicação de multas. O síndico pode ser auxiliado por uma comissão no julgamento e cumprimento dessas sanções.

É indispensável, também, que todos tenham acesso às informações e aos comunicados. Por isso, deve-se definir a forma mais eficiente para a comunicação interna — quadro de avisos, site ou e-mail, por exemplo.

2. Faça a manutenção dos espaços

Garantir a gestão de áreas comuns do condomínio, proporcionando o bom funcionamento dos equipamentos de uso coletivo, evita alterações na rotina dos moradores e, consequentemente, aborrecimentos.

O síndico deve criar um plano de manutenções periódicas, com base no manual do proprietário, para prevenir danos e até maiores gastos no futuro. Além disso, o conforto e segurança de todos deve sempre ser preservado. Alguns itens merecem atenção redobrada, como fachadas, elevadores, sistemas elétricos e de combate a incêndio, portões, caixas d’água, entre outros.

3. Invista em melhorias

Uma forma de melhorar a qualidade de vida dos condôminos e valorizar o imóvel é investir em soluções que gerem economia e praticidade. Vale a pena estudar a possibilidade de implementá-las. Veja alguns exemplos:

  • medição individualizada de água e gás;
  • instalação de painéis solares fotovoltaicos;
  • automação do sistema de iluminação e da irrigação de jardins;
  • reaproveitamento de água pluvial;
  • implantação de site do condomínio para comunicação interna, prestação de contas e agendamento das dependências;
  • reformas e adequações nas áreas de lazer;
  • terceirização da administração à empresa especializada, facilitando a gestão contábil e jurídica do condomínio.

4. Monitore e integre os moradores

Garantir a qualidade e durabilidade dos espaços é responsabilidade de todos os usuários. O síndico, como responsável legal pelo condomínio, deve incentivar uma conduta zelosa por todos. Além disso, instalar câmeras de monitoramento, orientar os funcionários e manter um caderno de registros e ocorrências é uma maneira de preservar o uso consciente dos ambientes.

Em muitos condomínios é comum que a maioria dos moradores não se conheça, seja pela rotina corrida ou pelo grande número de apartamentos. O síndico pode se tornar uma peça chave para encurtar essas distâncias. Que tal sugerir confraternizações entre os moradores? Converse com vizinhos, pense em algum evento que possa atraí-los!

Seguindo as dicas apresentadas, a gestão de áreas comuns do condomínio se tornará mais eficiente e o síndico poderá contar com a colaboração de todos os moradores para uma melhor convivência. Afinal, o êxito deste processo também é condicionado por uma relação harmoniosa entre os moradores.

Agora que você conferiu algumas dicas para gestão de áreas comuns do condomínio, confira mais um de nossos posts — Relacionamento entre vizinhos: como lidar com os moradores do prédio? — e continue aprendendo!

Fernando Rolim

Desenhista nas horas vagas, sempre planeja suas viagens baseadas em roteiros arquitetônicos.

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