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Clima e arquitetura: entenda essa relação!

fevereiro 28, 2019
clima e arquitetura
Tempo de leitura 6 min

Devido às alterações climáticas, cada vez mais presentes no mundo, os efeitos meteorológicos, como insolação, vento, chuva e até frio, estão mais intensos. Isso influencia a construção civil, que deve ser adequada para que as edificações sejam confortáveis e seguras. Dessa forma, clima e arquitetura devem estar alinhados nesse sentido.

Neste texto, explicaremos a relação entre esses dois conceitos e os principais elementos que devem ser observados. Preste atenção nessas informações e tenha uma boa leitura!

Como clima e arquitetura se relacionam?

A influência do clima está relacionada principalmente com o processo de construção e com o bem-estar depois da obra pronta. Os materiais utilizados para fazer colunas, assentar tijolos, rebocar paredes, entre outros processos, têm seu desempenho e sua qualidade afetada, dependendo das condições climáticas do lugar. Isso causa o aumento dos gastos de recursos e, por consequência, a necessidade de investimento de mais capital.

Outro ponto importante é que, quando não há um bom planejamento arquitetônico, as mudanças climáticas podem causar um grande desconforto dentro de um local. É comum que, em muitas casas e escritórios, tanto o calor como o frio sejam acentuados devido à falta de estruturação, de pensar em soluções para tornar os ambientes mais agradáveis para quem vive ou trabalha ali.

Quais são os principais fatores causadores de problemas?

Entenda quais são os elementos meteorológicos que causam problemas na construção civil.

Excesso de umidade

Uma característica marcante do clima tropical é alguns períodos com alta umidade relativa do ar, mesmo que isso seja necessário para o equilíbrio natural, esse excesso é bastante prejudicial para a construção civil e, até mesmo, para a arquitetura. Um dos principais problemas é a degradação do reboco que ocorre devido ao transporte de sais dos materiais pela água. Quando essa água evapora, os sais cristalizam, causando fissuras e trincas, que fazem o reboco esfarelar a um simples toque.

O mesmo fenômeno é provável de ocorrer com a massa corrida, isso porque, mesmo que ela seja impermeável à água, ainda possui certa permeabilidade ao vapor d’água. Dessa forma, o vapor passa da parede para a massa, provocando a formação de cristais de sal atrás dela. Assim, formam-se bolhas que se rompem e criam buracos na superfície da parede.

Ainda, a umidade excessiva somada à baixa ventilação é a condição ideal para o aparecimento de fungos, na forma de mofo e bolor. Além do comprometimento da estrutura que se torna cada vez mais enfraquecida. O surgimento desses seres é muito perigoso para a saúde humana, porque causa doenças respiratórias e alergias. Móveis e bens pessoais também são afetados de maneira, muitas vezes, irrecuperável.

Nesse caso, é preciso usar impermeabilizantes nas paredes e dar preferência para materiais que sejam mais resistentes a esse tipo de ação da natureza. Há, ainda, produtos com ação desumidificadora, que devem ser utilizados antes de fazer o acabamento. Tudo isso com o objetivo de eliminar esse excesso de água.

Tempo seco

O tempo seco pode gerar um gasto maior nos canteiros de obra. Isso se deve ao fato de que o concreto tende a secar mais rápido diante dessas condições. Assim, os construtores veem a necessidade de utilizar mais água na mistura com o cimento. Isso, em grande escala, tem o efeito de alterar drasticamente o orçamento.

Quando a situação do local é de racionamento de água — o que ocorre com bastante frequência durante o período de seca — as obras precisam ser pausadas. Isso, muitas vezes, leva a um desperdício de material e ao atraso da entrega do imóvel.

Mesmo que a adição de água seja possível, graves consequências estruturais podem ser resultantes disso, porque quando a composição entre os materiais é alterada, o concreto tem a sua resistência diminuída.

Uma solução para isso é incluir componentes, como estabilizadores de hidratação na produção do concreto. Além disso, essa produção deve ser contínua, para que cada mistura feita esteja mais de acordo com aquele clima.

Tempestade e ventos fortes

Mesmo que furacões não sejam comuns no Brasil, as ventanias têm um grande poder de destruição. Não raro ver telhas sendo arrancadas pela ação de ventos que, muitas vezes, são acompanhados de uma chuva forte. O telhado deve ser bem preso em sua estrutura metálica para evitar essa situação. É preciso cuidar, ainda, do planejamento dos imóveis, para que não sofram com aumento de pressão devido a essas intempéries.

A tempestade chega a inundar as construções, levando embora areia, brita, ferramentas e, até mesmo, um maquinário que seja mais leve. Portanto, em caso de tempo chuvoso e de possibilidade, mesmo que mínima, de tempestade, é necessário que os materiais sejam armazenados dentro de galpões temporários instalados nos canteiros. Isso evita a perda de dinheiro e o risco de vidas.

Sol forte e calor

O calor extremo contribui para o ressecamento do concreto e para a dilatação de estruturas, como a laje e paredes. Isso é muito provável de acontecer no clima tropical, principalmente com a alta amplitude térmica em um mesmo dia. Muitas vezes, o dia se inicia com uma temperatura amena que, algumas horas mais tarde, sobe muitos graus e o que foi planejado não pode ser executado.

Por isso, principalmente no verão, deve-se contar com altas temperaturas e com intensa variação. Dessa forma, técnicas, como o resfriamento do concreto em gelo, são úteis para manter a umidade precisa. Com isso, o desperdício de recurso e de tempo é evitado, e a obra pode ser tocada.

Como se precaver dessas situações?

As mudanças climáticas são incontroláveis. Elas decorrem de fenômenos naturais e de condições que se acumulam, ao longo dos anos, e independem da vontade humana. Por isso, o que deve ser feito é buscar amenizar os seus efeitos.

Assim, é necessário fazer um prévio planejamento de uma obra, considerando as características climáticas da localidade. A previsão do tempo deve ser sempre observada para que as adaptações necessárias sejam feitas.

Com esse conteúdo, ficou mais fácil entender a relação entre clima e arquitetura. Lembre-se que existem soluções para contornar os efeitos do clima e manter a qualidade na construção civil!

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