Uma das melhores formas de aproveitar as áreas comuns dos complexos residenciais é investir em um jardim para condomínio: o espaço verde valoriza os empreendimentos, promove sombreamento, melhora a qualidade do ar e serve como lazer para crianças e animais.

No entanto, para que todos esses benefícios tenham efeito, os ambientes precisam ser bem planejados e contar com manutenção periódica.

Neste post, conheça algumas dicas e inspire-se para criar o jardim para condomínio perfeito!

Analise os espaços disponíveis

Verifique quais e como são as áreas livres, principalmente em condomínios verticais — ao contrário dos horizontais, os espaços comuns são mais limitados.

A localização dessas áreas é fundamental, pois é preciso saber se é um trecho onde há circulação intensa de pessoas, se recebe muita ou pouca luz solar, se fica próxima de varandas e janelas, dentre outros aspectos. Afinal, cada fator do entorno influencia no tipo de jardim a ser criado.

Avaliar o solo também é mandatório para o desenvolvimento do projeto e para a longevidade do jardim. Um substrato que não foi preparado de forma adequada não nutre a vegetação e rapidamente se deteriora, prejudicando todo o espaço verde.

Selecione plantas adaptadas

Nenhuma planta deve ser incluída aleatoriamente, sem pesquisas sobre suas características e necessidades. A escolha de espécies adaptadas ao clima, ao substrato disponível, à quantidade de luz solar e com raízes e galhos em dimensões compatíveis com o entorno é essencial para que os jardins sejam bonitos em qualquer época.

Evite comprar sementes de espécies de grande porte, uma vez que demoram a germinar e seu tamanho final vai levar muito tempo para ser atingido — além dos possíveis prejuízos às estruturas das edificações. Dê preferência a árvores pequenas ou médias, arbustos — que constroem as camadas visuais do jardim — e a flores.

Observe também se as plantas escolhidas apresentam espinhos ou toxicidade. Essa característica representa um grande perigo para áreas verdes em condomínios, pois pode causar graves acidentes quando crianças ou animais domésticos entram em contato com substâncias nocivas.

Uma ideia interessante é cultivar espécies que sirvam para consumo. Aceroleira, limoeiro siciliano, pitangueira e cerejeira são exemplos de árvores frutíferas que podem ser utilizadas em jardins, enquanto ervas e temperos podem ser cultivados em vasos localizados sobre suportes. Se a preferência for por flores, árvores pequenas como os ipês-de-jardim, as magnólias e as roseiras são ótimas opções.

Considere a manutenção

As manutenções devem ser periódicas, de acordo com as necessidades de adubação e regas das plantas. Em um jardim para condomínio que receba muita luz solar durante o dia, as regas devem ser feitas uma ou duas vezes por semana, enquanto que a adubação, em geral, deve ocorrer cerca de quatro vezes ao ano.

Além disso, é necessário observar se há ervas daninhas e retirá-las, para que não prejudiquem o desenvolvimento das outras espécies. O acréscimo de novas plantas é bem-vindo apenas se o jardim ainda não estiver completo. Caso contrário, evite incrementar demais, sob o risco de poluir visualmente o espaço e reduzir sua atratividade.

As podas devem ser realizadas sempre que galhos e folhas estiverem muito grandes, podendo atrapalhar o uso da área, ultrapassar os muros do condomínio ou alterar o design projetado.

Busque orientação profissional

A contribuição do paisagista é imprescindível. Afinal, é o profissional que melhor entende como construir um ambiente convidativo e útil aliando vegetação, iluminação e mobiliário — garantindo os melhores resultados para o projeto.

Muitas vezes, é preciso ainda que o paisagista visite as áreas verdes depois de concluídas, semanal ou mensalmente, para assegurar que as manutenções são feitas de forma correta. Caso o condomínio não pretenda contar com essa visita, zeladores devem ser orientados a fazer os serviços corriqueiros de manutenção.

É importante que os moradores estejam diretamente envolvidos com área de lazer, de forma a se sentirem donos do espaço. Isso fomenta maiores cuidados e um zelo constante, trazendo benefícios para o convívio e evitando que o jardim fique abandonado.

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Fernando Rolim

Desenhista nas horas vagas, sempre planeja suas viagens baseadas em roteiros arquitetônicos.

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