Atualmente, a maioria dos condomínios oferece diversas opções de lazer a seus moradores, e uma das mais populares são as piscinas. Mas você, síndico ou condômino, sabe como realizar adequadamente a manutenção de piscina?

Segundo a Resolução DVS n° 0003 de 2001, todo estabelecimento (comercial ou residencial) que possua uma piscina de uso coletivo ou especial deve cumprir as determinações da Vigilância Sanitária para realizar sua instalação e as análises físico-química e bacteriológica. Além disso, deve registrar em livros os dados das manutenções, como a aplicação de cloro e a medição do pH da água.

Em caso de descumprimento dessa lei, o local estará sujeito a multas e interdições. Você não quer correr esse risco, certo? Então, acompanhe o nosso post para saber como e quando fazer essa manutenção de piscina, evitando dores de cabeça e garantindo a diversão de todos!

A frequência da manutenção

A periodicidade da manutenção depende, principalmente, das características da piscina, da quantidade média de banhistas e da estação do ano.

No verão, a frequência de limpeza deve ser maior. Isso porque, devido às altas temperaturas e à intensa radiação solar, o número de usuários das piscinas tende a crescer — com isso, vem a proliferação de microrganismos, como algas, bactérias e fungos. É recomendada, assim, a aplicação de cloro diariamente. Por lei, a concentração ideal da substância deve estar entre 1 e 3 ppm (partes por milhão), ou 0,8 mg/L a 1,5 mg/L.

Já durante o inverno, é normal que a piscina seja menos usada, ainda que conte com sistema de aquecimento. Nesse caso, aquela concentração de cloro deve ser mantida, mas sua aplicação pode ser feita a cada um ou dois dias.

Os produtos a serem usados

Os melhores produtos para higienização de piscinas são:

  • cloro — principal substância utilizada para oxidar fungos, algas e bactérias. Deve ser medida com exatidão e aplicada regularmente, para se garantir a concentração ideal;
  • algicida — em piscinas com infestação de algas, a versão “choque” é a mais recomendada. Caso contrário, a opção “manutenção” é suficiente. Pode ser manuseado no mesmo dia do cloro, pois não tem cobre em sua composição;
  • clarificante — serve para deixar a água cristalina, retirando o aspecto turvo quando este permanece mesmo após filtragem. Como algumas marcas de cloro para piscinas contêm esse ingrediente, pode ser opcional;
  • limpa bordas — deve ser aplicado com uma esponja nas bordas da piscina, cerca de uma vez por semana. É biodegradável e não produz espuma.

Além das substâncias em si, é essencial observar sua quantidade e frequência indicadas de aplicação, evitando desperdícios e a toxicidade aos usuários.

Principais cuidados para limpar piscinas

Delegar essa função a zeladores e faxineiros não é uma boa prática, pois pode gerar riscos à sua saúde. O ideal é contar com um profissional qualificado, que possa realizar os serviços com o devido cuidado em cada caso.

Para realizar a manutenção de piscina, são necessárias algumas etapas:

  • controlar o pH — deve ser mantido entre 7. 2 e 7.8, ou seja, na neutralidade;
  • respeitar a frequência de aplicação dos produtos — as concentrações precisam estar em níveis seguros e saudáveis;
  • garantir o funcionamento dos filtros — devem trabalhar por tempo suficiente para que toda a água passe pela filtragem, pelo menos, uma vez por dia;
  • evitar esvaziar a piscina mesmo em casos de muita sujeira, esvaziar completamente a piscina gera desperdício de água e causa danos à sua estrutura, como rachaduras.

Outras recomendações

Além do que vimos até aqui, é importante orientar os banhistas, especialmente nas épocas em que o uso da piscina é mais intenso. Boas práticas podem ser fixadas em quadros de aviso e ressaltadas nas assembleias condominiais, como:

  • priorizar o uso do chuveiro antes de entrar na piscina;
  • impedir objetos de vidro e alimentos, em geral;
  • supervisionar as crianças (no caso dos pais);
  • usar o espaço apenas em trajes adequados a banho.

Quanto à própria manutenção de piscina, é altamente indicado:

  • não comprar produtos de origem desconhecida;
  • evitar misturar componentes químicos;
  • instalar ralos antissucção;
  • garantir equipamentos de proteção para o serviço de limpeza.

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Fernando Rolim

Desenhista nas horas vagas, sempre planeja suas viagens baseadas em roteiros arquitetônicos.

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